sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

definitivamente

preciso de um perfume novo

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

independência ou egoísmo*

Posso deixar de dizer o que penso, deixar tudo e correr atrás de um sonho, deixar de saber quem sou, desejar coisas diferentes, resignar-me, aprender a pedir desculpa, deixar de desconfiar quando a esmola parece demasiada, copiar os outros e ter saudades de escrever, ou até aprender a lidar com a pressão. Não devo nada a ninguém que não sejam as minhas pessoas e não quero que seja de outra forma (nunca quis). Há que dar a importância devida a cada um, porque às vezes as palavras são mesmo só palavras, mesmo quando cantadas. Isso e as ameaças, que também são lançadas à toa sem passar na casa de partida e receber os dois contos. Por isso o melhor é mesmo esperar pelos próximos desenvolvimentos, ir atravessando as pontes quando elas surgem, porque o provável é que elas tenham vida própria e nos levem de volta (d'oh!). As pessoas vão e vêm, querem e não querem, só as minhas pessoas é que vão ficando (porque eu lhes devo, claro!). Os outros também contribuem, quando mais não seja, para este fosso que se vai adensando entre o que as pessoas dizem e aquilo em que acredito. Cada vez menos me surpreende, mas every now and then, há coisas por que não esperava e que afinal magoam (outra vez). Outras há que me fazem acreditar que a mais insuspeita das pessoas tem a melhor das ideias, desde que abram os ouvidos e a mente para o que elas têm a dizer. Estas são as que me conquistam e me fazem acreditar de novo, mas aquele pedacinho de tempo de entusiasmo pelas coisas novas é cada vez mais curto, porque li num livro que nada é tão mau ou tão bom quanto parece no início (ainda por cima estou a tornar-me nesta espécie mal-amanhada sempre a repetir o mesmo - daqui só saem frases feitas e parágrafos supépontuados). E tenho sempre opções (que é uma coisa que se aprende em Angola), mas não deixo de ser saloia. Já nem a desgraça dos outros me anima. Podia mudar de orientação só porque estamos em 2011 mas acho as resoluções de ano novo estúpidas - quem quer mesmo mudar não precisa de esperar pelas doze passas e um copo de asti gancia.


*Há dias falávamos do que distingue uma coisa da outra e não consigo decidir se a diferença está naquilo que queremos fazer ou na vontade que temos de arrastar os outros nos nossos planos.