segunda-feira, 22 de novembro de 2010

granizo também há em angola

no huambo. É a segunda vez que lá fui e não tirei uma única foto para amostra (shame on me). Também esteve tudo muito cinzento, choveu TODOS os dias, e estava um frio... parecia que estávamos em Portugal. Mas para a próxima está prometido!

Anyways, começo a pensar que sou mesmo eu que trago azar... (parece que está a nascer aqui uma corrente de pensamento nesse sentido...), senão vejamos: no sábado regressei da província pela fresca, com um singelo par de horas de sono depois de uma bela noite de baile no Vulcão. Chegada a Luanda, tinha uma bela cambada à minha espera, que não queriam ir de barquito pro Mussulo sem mim (uns fofos!). Saímos do aeroporto e estava tudo "interditado" para passagem do Sr. Presidente ou whatever. Depois de umas 3 horas de engarrafamento, chegámos a casa, apenas para pousar a minha mala, roer uma perna de frango e tomar um duche rápido, que de manhã cedo não houve tempo/lucidez. Bem rápido seria passar em casa, se houvesse energia ou o gerador arrancasse, mas isso é mito. Enfim consegui tomar o banho (água fria, mas nada que não se aguente) - claro que a luz veio quando acabei de tomar banho! Lá saímos, chegamos à marina e arrancamos com o barco, mas tínhamos pouco combustível, por isso fomos à bomba. Espertos como só nós, decidimos não atracar e esperar pela nossa vez na fila de motor ligado, a modos que ficámos mesmo sem combustível e lá ficamos à deriva, a ser levados cada vez mais longe pela corrente. O marinheiro (um herói) lá veio a remar no seu bote com dois coisos de gasolina para resolver a questão. Mas nada! Diz que aquela quantidade de combustível não era suficiente, o motor não estava a puxar. Mesmo depois de um gentil senhor nos amarrar à sua mota de água e nos arrastar de volta à bomba para enchermos o depósito, o barquito continuou a não arrancar. Desistimos. Passamos ao plano B: cucas na esplanada. Conversa muita e da boa, malta nova a conhecer-se - "ah e tal, já cá estás há muito tempo?", e "tens tido muitas makas com a polícia", e "onde é que estás a trabalhar", e "quanto tempo vais cá estar?", and so on. Saímos dali já convencidos que afinal tínhamos passado uma bela tarde de convívio e pastelanço. Decidimos ir até ao Caribe, tomar só mais um copo. Quem é que nos aparece logo à saída? Um simpático polícia de trânsito que queria apenas deter o condutor por ir sem documento de identificação. Solucionámos. Quase tivemos um acidente, quando um senhor arrancou sem nos ver. Tomamos o copo e voltamos para casa.

Eu tentei convencê-los de que éramos gente de sorte, afinal:
Podíamos ter ficado sem combustível em alto mar.
Podíamos ter sido detidos (ou um de nós podia, vá!).
Podíamos ter destruído o carro.

Mas não!

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