sexta-feira, 26 de novembro de 2010

aviso aos milhares de pessoas que estão a tentar contactar-me hoje

de todas as semanas do ano que a Vodafone podia ter escolhido para matar o meu cartão, escolheu esta... falamos noutro dia, ok?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aline Calixto - "Tudo o que sou"



Cada uma tem a sua cena, e a tua é brasileira. Não me identifico com tudo, mas com esta certamente (acho que até já publiquei sobre isto por aqui). Deixo-te com esta, cartoon! e com um desejo de bom dia, mais uma vez à distância, e mais uma vez com a promessa de festejar quando regressar.

=^.^=

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

granizo também há em angola

no huambo. É a segunda vez que lá fui e não tirei uma única foto para amostra (shame on me). Também esteve tudo muito cinzento, choveu TODOS os dias, e estava um frio... parecia que estávamos em Portugal. Mas para a próxima está prometido!

Anyways, começo a pensar que sou mesmo eu que trago azar... (parece que está a nascer aqui uma corrente de pensamento nesse sentido...), senão vejamos: no sábado regressei da província pela fresca, com um singelo par de horas de sono depois de uma bela noite de baile no Vulcão. Chegada a Luanda, tinha uma bela cambada à minha espera, que não queriam ir de barquito pro Mussulo sem mim (uns fofos!). Saímos do aeroporto e estava tudo "interditado" para passagem do Sr. Presidente ou whatever. Depois de umas 3 horas de engarrafamento, chegámos a casa, apenas para pousar a minha mala, roer uma perna de frango e tomar um duche rápido, que de manhã cedo não houve tempo/lucidez. Bem rápido seria passar em casa, se houvesse energia ou o gerador arrancasse, mas isso é mito. Enfim consegui tomar o banho (água fria, mas nada que não se aguente) - claro que a luz veio quando acabei de tomar banho! Lá saímos, chegamos à marina e arrancamos com o barco, mas tínhamos pouco combustível, por isso fomos à bomba. Espertos como só nós, decidimos não atracar e esperar pela nossa vez na fila de motor ligado, a modos que ficámos mesmo sem combustível e lá ficamos à deriva, a ser levados cada vez mais longe pela corrente. O marinheiro (um herói) lá veio a remar no seu bote com dois coisos de gasolina para resolver a questão. Mas nada! Diz que aquela quantidade de combustível não era suficiente, o motor não estava a puxar. Mesmo depois de um gentil senhor nos amarrar à sua mota de água e nos arrastar de volta à bomba para enchermos o depósito, o barquito continuou a não arrancar. Desistimos. Passamos ao plano B: cucas na esplanada. Conversa muita e da boa, malta nova a conhecer-se - "ah e tal, já cá estás há muito tempo?", e "tens tido muitas makas com a polícia", e "onde é que estás a trabalhar", e "quanto tempo vais cá estar?", and so on. Saímos dali já convencidos que afinal tínhamos passado uma bela tarde de convívio e pastelanço. Decidimos ir até ao Caribe, tomar só mais um copo. Quem é que nos aparece logo à saída? Um simpático polícia de trânsito que queria apenas deter o condutor por ir sem documento de identificação. Solucionámos. Quase tivemos um acidente, quando um senhor arrancou sem nos ver. Tomamos o copo e voltamos para casa.

Eu tentei convencê-los de que éramos gente de sorte, afinal:
Podíamos ter ficado sem combustível em alto mar.
Podíamos ter sido detidos (ou um de nós podia, vá!).
Podíamos ter destruído o carro.

Mas não!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

remo

É uma descoberta recente para nós, mas até há já quem saiba a diferença entre uma canoa e um caiaque (right, cartoon?). Não que sejamos praticantes, que sofremos de preguicite crónica (shame on us), mas somos adeptas do desporto em si e da saúde que por lá abunda. Ainda por cima sabendo que "o maior fabricante mundial de canoas é português", seria uma falha muito grande se não publicitasse aqui tais novidades... foi-me encomendada a divulgação, por isso não deixem de visitar: o recém-nascido blog da Remo Angola destina-se a recolher e divulgar novidades sobre este desporto em Angola. Vão lá espreitar, contribuam, vejam os vídeos, ouçam a musiquinha e deixem-se inspirar!


terça-feira, 9 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

carta para ti

Acordo ainda de noite e, no meio da revolta por terem passado a fugir as horas de descanso, descubro que afinal ainda nem é hora de acordar. Mais um dia em que me antecipei ao despertador. A consciência de tudo o que tenho para fazer não me deixa descansar.
Levanto-me a contragosto, enfrento a caloraça do dia e desço para o pequeno-almoço (iogurte, sumos e cereais), e espero que vão descendo, um a um, os 3 roommates. Demoramos mais de 20 minutos a fazer, de carro, o percurso que leva 15 minutos a fazer a pé, mas a temperatura não facilita e não queremos correr o risco de ser apanhados de pasta na mão.
No escritório agilizamos os cafés e fazemos surgir a confusão - chama daqui, chama dali, todos precisam de apoio, todos querem uma opinião, e nunca sei bem para onde me virar... tenho trabalhos aqui e noutras províncias, todos a aguardar por uma agenda mais organizada.
Saímos todos os dias para almoçar, em casa, depois das 13. A cozinheira é magnífica, tenho que fazer um esforço para não me atafulhar de comida. Vivo no meio de homens despudorados que partilham pensamentos a todas as horas. Don't get me wrong, a maior parte do tempo nem os oiço, mas há dias de batia-co'a-porta-e-não-voltava. E depois voltamos ao escritório, sem hora para sair, seja como for quanto mais tarde melhor, que vamos no sentido do mundo inteiro e demoramos horas, se for demasiado cedo. Descansamos, banhamo-nos, comemos (não amamos, não oramos).
Levo sempre o computador para casa. Vou sempre ouvir música e ver séries antes de dormir, mas só em intenção. Acabo por dormir. E começa tudo outra vez...
É assim que me despeço todas as segundas até à próxima sexta.
À sexta, é diferente (sexta não é só o dia do homem!) - vamos comer, beber, dançar, jogar, cozinhar, passear, morenar, churrascar, cucar... tudo pelo que o bom emigrante português anseia a semana toda! Organizamos boleias, cada um traz um amigo também, levam-se guitarras e bandolins, maracas e ovinhos, faz-se muita música, inventa-se muito, recordam-se outros tempos, e até já se ouviram Versos nestas bandas. E nem faltam cá os escuteiros. Descobrimos que o mundo é uma ervilha, trocamos contactos, fazemos planos para o dia seguinte, o fim-de-semana seguinte, o mês seguinte, uma tainada na tuga pelo natal, uma tainada aqui pelo regresso. Tiramos fotos e prometemos enviar. Praguejamos pelo almoço que não chega, tostamos mais um pouco, nadamos mais um pouco, ligamos ao homem do leme e regressamos de vento e ondas na cara, gratos pelo mussulo, pela areia, pelo verde e pelos dias bem passados, e por que estes continuem, na companhia uns dos outros.

Por isto é que Benguela não me falta, ainda que esteja no meu coração. E a pressão e o caos sempre foram meus aliados (e mantêm-se, pelo menos por enquanto).