domingo, 24 de outubro de 2010

catching up

Vida em Luanda tem sido óptima. Profissionalmente desafiante e interessante, pessoalmente confortável e tranquilo. A 1ª semana foi mais para conhecer o projecto e recuperar o contacto com a maioria das pessoas, saber o que há de novo e fazer alguns planos. Já a 2ª, foi logo para conhecer um sítio novo, o Huambo.

Huambo tem história. Tem casas destruídas e reconstruídas. Rotundas e praças simpáticas. Forças policiais intervenientes e um bom restaurante. Diz que tem umas piscinas e que se pode passar lá uns fins-de-semana engraçados, mas por uma semana, teve também duas portuguesas a lamentar não ter mais tempo para ficar a conhecer mais e trazer lembranças fotográficas dos sítios.

De volta à big city, ontem a noite foi de festa! Agora que Luanda já tem sabor a canela e maracujá, as noites prometem-se de arromba e demos ontem início à temporada com uma visita ao Lookal, experimentámos a comida e a dança e ainda nos cruzamos com VIP's...














(Rodrigo Hilbert)

[Sim, cartoon, agora os mosquitos já não te incomodavam tanto, né?]

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

moça em benguela

Este nome está desadequado!
A não ser pelo estado karmico de serenidade (esse é o mesmo, mas com menos de uma semana de estadia também não admira) apenas comparado com o que vivia em Benguela, agora estou em Luanda. Mas enquanto a malta em pt respira de alívio, há aqui uma série de províncias que estão a suster a respiração com a possibilidade de ter que me aturar, por isso talvez moça em angola seja mais apropriado...



domingo, 10 de outubro de 2010

como dizer adeus sem parecer pirosa em 10 lições

1. Fingir que passa rápido, que daqui ao natal é um instantinho, em especial quando está prometido excesso de trabalho, que deixa pouco tempo para pensar no tempo que falta.
2. Organizar diversas festas de despedida, com pessoal diferente e em diversos locais, mas sempre com boa comida e muita bebida (se a coisa se tornar lamechas, o excesso de álcool é sempre uma boa desculpa).
3. Despedir-se da malta uma semana antes, sob o pretexto de não saber com exactidão a data de partida - "ah, e tal, ainda não sei quando vou, ainda devemos ver-nos antes, isto ainda não é uma despedida a sério... "
4. Na última noite, jantar no cabo-verdiano, travar conhecimentos novos, comer moamba e cachupa (e funje) e atarrachar - a chave é a transição faseada.
5. Manter amizade apenas com pessoas alérgicas à zona de partida dos aeroportos (onde é bem mais difícil manter a compostura).
6. Fingir que não vamos sentir falta dos jantares, das noites, dos filmes, das séries, das palermices, das músicas perfeitamente cantadas, das bifanas em Aveiro, dos aniversários, dos livros, das festas na praia, das casas dos amigos, dos concertos, dos sítios que passam as nossas músicas, dos planos (ir)realistas para a passagem de ano, das compras nas lojas baratas, das conversas sobre rectângulos dourados, do debate sobre expectativas, previsões e percursos, das viagens irresponsáveis para destinos parvos e das manhãs de pequenos-almoços bizarros.
7. Esquecer os sorrisos, as gargalhadas, o cheiro, os abraços, e tudo o que define as pessoas das nossas vidas.
8. Fingir que não fazemos falta na vida de algumas pessoas.
9. Levar um(a) amigo(a) também (mesmo que com uma ou duas semanas de delay).
10. Escrever um post no blog e esperar que ninguém leia [ou então esperar que leiam, porque é bem mais fácil mandar recados em vez de dá-los pessoalmente].


então até já!
[snif...]