sexta-feira, 26 de junho de 2009

New shoes!



















Cá estão eles!
São os sapatos mais caros da minha vida, e não me importo.
Porque nada como sapatos novos para levantar os ânimos!
E porque não comprava miminhos há mais de 5 meses...

terça-feira, 23 de junho de 2009

bem lembrado

Há um ano comemos caldo verde e ouvimos música popular em águas santas!!!
E estendemo-nos a apanhar sol naqueles coisos flutuantes do rio no dia de S. João!

E depois aconteceu tudo.
E já nenhuma de nós faz parte daquela vida.

E isso é bom!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Arejar

Mudar de ares é sempre uma coisa boa, em especial com tanta diversidade - um cheirinho de caos, um sabor a mar, uns minutos zen!
(um copito de vinho, uns mimos da bruna, uma musiquinha ao vivo, um bar a estrear, um repasto diferente, ...)
Voltei cheiiiiinha de genica (apesar do dedo-batata) e com um pouquinho mais de cor, cainda deu para passar umas horitas na grelha.
As fotos ficam para outra altura, quando o caríssimo com K enviar!


Hora de voltar à realidade e felicitar (tardiamente) duas pipoquitas, por mais um aniversário (embora elas não aprendam com o tempo e continuem a ser, ainda que à distância, as minhas assistentes incompetentes!).


Olha, M., já reparaste que está ali um pontinho no mapa que és tu! :P



Ai, que já me esquecinha!
Fui dotôra e doutorinha
Já fui Li, Lili, Liana e Lianinha
Noutros lados sou Pocahontas, Maria ou Pipoquinha

Outro dia fui princesa

E agora sou Zé Manel

(e hoje estou palerminha! diz qué cansaço!)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O moça nasceu

Não foi uma gestação difícil.
Teve os seus momentos, como tudo na vida, mas foi relativamente estável, sem ameaças ou falsos alarmes, e sempre acompanhada dos melhores especialistas no assunto. Apesar do planeamento apressado, tudo acabou por correr bem, e o parto, esta semana, não podia ter sido mais fácil.
Agora, já nem tudo é desconhecido e muita coisa já nem soa estranha, mas há tudo para aprender. Por isso, resolvi mudar de cara, a ver se me inspira na nova existência!
9 meses desde que entrei em Angola e vou comemorar a Luanda.



Também há cada vez mais cantos púrpura no mundo, mas é sempre bom saber a gargalhada e o baile e a música que nos esperam no reencontro. E é bom saber, sobretudo, que o facto de estarmos em 3 continentes diferentes ainda assim nos une.

terça-feira, 16 de junho de 2009

O Melhor e o Pior

Já há uns tempos, recebi um pedido aqui no blogue de explanação do melhor e do pior que se pode esperar de Benguela/Angola.
É uma tarefa difícil, na verdade, porque sei que me vou esquecer de uma ou outra coisita e porque nem sei por onde começar, mas cá vai a tentativa.

Primeiro o Pior

1. A chegada
A chegada é chocante. O aeroporto de Luanda. As filas. As gasosas. Os putos a querer levar-te a mala, o relógio e o dinheiro. O engarrafamento. A desorganização - mais: o caos!

2. As condições básicas
Para quem vem de fora, com as coisas bem planeadas, nunca é "assim tão mau", mas o facto de coisas básicas falharem é grave - a água, a luz, o saneamento, os esgotos ao ar livre, as pessoas a despojar os seus produtos biológicos por tudo quanto é canto...

3. O transporte
Não há uma rede de transportes públicos. Quem estiver sozinho e não conduzir, tem que usar o candongueiro ou o cupapata para se deslocar, em condições para lá de precárias.

4. As comunicações
Às vezes, pura e simplesmente, não se consegue fazer ou receber chamadas, fica-se incontactável. Faz-nos pensar no que acontecerá se isso se passar numa situação de emergência.

5. As actividades culturais
Faltam actividades: cinema, teatro, música, ar livre, actividades que tirem partido de um dos maiores bens deste país - a terra.
Faltam espaços, diversidade de espaços, livrarias, bares, diferentes conceitos, mais globais.

6. O conformismo
Esta incapacidade de reacção. Esta acomodação. Quem não conhece melhor, é natural que não saiba o que perde, mas para quem sabe um pouco do que é o resto do mundo, isto deixa muito a desejar, e é complicado lidar com a sensação de impotência em relação a hábitos e condições instituídas.

7. O gap
Não é preciso estar muito atento para perceber as disparidades neste país. Benguela é uma cidade pequena, a maioria da população é muito pobre, mas não deixam de haver carros de topo, novinhos em folha (Cayenne, Q7, Ferrari, Corvette, ...) e telemóveis de topo, apesar de aqui custarem mais ou menos o dobro do que custam em Portugal (já vi aí uns 5 ou 6 iPhone).
Não é um cenário estranho ver um balde do lixo a ser vasculhado por alguém esfomeado, nem é estranho ver um tipo sair de uma bomba a falar ao seu telefone xpto.

8. A injustiça
Quem está no topo trata frequentemente os outros de forma discriminatória e insultuosa.

9. A incapacidade
De olhar em volta e ver como aproveitar tudo o que este país oferece, o clima, a fauna, a flora, e de ver como é ridículo depender do exterior nalguns fornecimentos quando aqui há a melhor matéria.

10. Os preços...
Aqueles financeiros, aqueles económicos e aqueles emocionais. É tudo muito caro.

Agora o melhor(zinho)

1. A praia
A costa é lindíssima, o cenário é paradisíaco. Seguir trilhos esbatidos para desaguar numa praia pseudo-deserta, apenas acompanhada de meia dúzia de cabanas de pescadores, e peixes a secar silenciosamente ao sol. A água é rica, límpida e quente (spa-style).

2. O Lobito
O Zulu e a esplanada do Terminus são os nossos spots favoritos - conforto, paisagem e praia reunidos é difícil de bater. As ruas arranjadas e com o melhor aspecto que vi até agora em Angola também são excelentes.
A proximidade do porto é conveniente, faltam menos coisas.
O Lobito tem o melhor supermercado aqui da zona, pelo menos nos parâmetros de um supermercado europeu normal, tanto em termos de organização e qualidade do espaço como da variedade e qualidade dos produtos oferecidos.

3. O deserto
O deserto é rico. Único. Só visitando, mesmo....

4. O Lubango
O Verde e o frio. A simpatia desmedida.

5. A genuinidade
Das crianças. Um olhar carinhoso. A capacidade de ser feliz com um aceno. De sorrir com um cumprimento. De ser feliz a cantar, à boleia numa pickup, como a jogar à bola.

6. O optimismo
Acreditar que tudo está bem, e viver cada um na sua paz.

7. O companheirismo
O facto de um amigo ser amigo para a vida. De se adorarem e não terem qualquer preconceito em mostrá-lo.

8. A peculiaridade
Da cultura. Ser tão livre numas coisas e tão conservador noutras.
O misticismo e o cristianismo. A devoção e o feitiço.

9. A comida
O peixe, o marisco, a fruta, o pão, os verdes e o feijão.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

as hérnias

Este é um assunto ao qual não se presta a devida atenção.
As hérnias existem (elas andem aí!), fazem companhia a muitos de nós e devíamos falar sobre elas, porque nunca se sabe quando uma delas se vai cruzar no nosso caminho.
E porque acho que as pessoas deviam dar-lhes mais atenção, aqui fica uma coisa que aprendi na passada 2ª feira (também aprendi que sou bonita, mas isto ficará para outras núpcias...):
Bom, o que acontece quando há uma ruptura da matéria pulposa que temos entre duas vértebras?
Acontece pois que, ao sair, o núcleo do disco pode causar compressão das estruturas neurológicas (ou até inflamação), provocando dor!
O diagnóstico não carece de radiografias e o tratamento é aparentemente simples: repouso, calor, gel e analgésicos... além de dormir no chão...

E vão 2 pontos para quem adivinhar a correlação entre hérnias e paludismo!

Quem conseguir, recebe ainda, totalmente grátis, impresso em folha-do-quê e escrito em letrinha dourada, um magnífico certificado aprovado por um Ministério xpto qualquer, que o habilita a exercer medicina...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"A história faz-se pelas nossas mãos e pelas mãos daqueles que seguram as nossas"

Fim-de-semana de sair e ouvir simpatia.
De pensar e de reflectir e de relembrar conversas profundas.
De discutir o ser e o não ser. O de vir ou não a ser.
De arranjar uma nova família e ter um novo nome (uma para adicionar, nunca para substituir).
De adorar conhecer gente nova e aprender mais um bocadinho sobre os outros e sobre nós.
De ser uma bêbada feliz.
De cozinhar e ver cozinhar.
De peixe e de marisco.
De gostar de ser, independentemente do que possam pensar.
De ser maior dentro de mim.
De ouvir como sempre.
De falar mais que nunca.

E chegar e relembrar as coisas comuns, ler o que penso pelas palavras de quem me conhece.

(já falta menos para segurar as vossas mãos... posso viver a tua casa? =^.^=)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

frio?

Não sei se veio para ficar, mas chegou o cacimbo.
Tive frio ao final da tarde, tive frio à noite, tive frio de manhã. Embaciei o espelho com o banho (não o fazia desde Portugal).
Sabe bem um casaco, sabe bem o pijama, sabe bem ficar na cama.

Segunda-feira foi feriado. À semelhança do Dia Internacional da Mulher, também o dia da Criança é feriado em Angola. Compreendia esta necessidade, se de facto se parasse para reflectir e descobrir soluções para os problemas das principais vítimas deste sítio: as crianças e as mulheres. Ao invés, suspeito que sirva apenas de pretexto para fazer mais umas festas, gastar mais uns milhões, beber mais umas cucas. Porque, por mal que se esteja, aqueles que desejam manter as coisas como estão continuam a ser a maioria.

Segunda-feira da semana anterior também foi feriado, dois fins-de-semana prolongados seguidos (algo improdutivos) terminam a bela saga dos feriados angolanos, por enquanto... parece que não há mais feriados até às férias, o que me deixa ligeiramente nostálgica por não ter aproveitado melhor os fins-de-semana grandes até agora, mas lá terá que se arranjar um jeito de ir fazendo coisas diferentes.

Benguela está em obras.
Parece que está a ser esburacada para onde quer que vamos.
Além disso, estão a nascer sinais de trânsito, daqueles que nos proíbem de virar à esquerda.
Por isso lá fomos mandados parar pela polícia de trânsito, depois de uma pequena infracção. O meu colega condutor teve que sair do carro para ir confirmar que o sinal estava mesmo lá (tal como o condutor da frente), e enquanto isso, o passageiro do carro da frente proporcionou-me esta pérola da conversa angolana:

"Este quer é gasosa.... por isso é que este país não vai a lado nenhum!!!"

(e acrescenta, atentem....)

"Ainda vai haver a 3ª guerra mundial aqui em Angola!"

(Acho que o melhor a fazer é não pensar muito e sorrir com estes momentos...)


Outra coisa gira do fim-de-semana foi finalmente conhecer a Marianita, a mais nova imigra aqui do sítio, um docinho de bebé! :P

E finalmente temos Nespresso (iupiiiiiiiiiiiiii), o que significa que os Benguelenses vão conhecer a li-a-mil... be ready! (por estas e por outras é que tu és o mai-bunitu! muuuito obrigada!)


Para concluir, e dado o boicote total e inesperado da rede de telecomunicações angolana, queria deixar aqui os Parabéns aos sete-ventos para o Rei Leão, em nome da sua Pocahontas, porque não, eu não me esqueci, e porque sim, espero que tenha sido um dia perfeitinho (e sei que o foi, na companhia dos outros gomos do teu coração).
(E não penses que te livras da festa de arromba quando regressares! Pagas tu! :P)

Ah, e também ouvi dizer que sou mimada (can you believe it?)