quinta-feira, 30 de abril de 2009

Round 2

A anopheles voltou a fazer das suas!

Mas eu volto a GANHAR!

Mais uma oportunidade que carrega uma lição sobre serviços médicos: desta feita sobre a precisão dos exames médicos (ou dos analistas...).
Aproveitando a oportunidade, e para despistar uma hipótese remota de estarem também invadido por parasitas, os meus "colegas-de-casa" decidiram acompanhar-me num teste que acabaria por confirmar as minhas suspeitas. Um dos colegas fez o teste imediatamente a seguir a mim... e o perigo de fazer o teste quase em simultâneo manifestou-se, fazendo jus à ironia, e anunciou-nos que estava ele infectado e não eu! Duvidando do resultado, pedimos para ser consultados por um médico e para repetir a análise, apenas para descobrir que tinhamos razão - eu estava de facto, mais uma vez, e apesar do cuidado, infestada de parasitas!!!

Diagnóstico: "1 por campo";
Novidade: "1 por campo" significa que tenho cerca de 40 parasitas por mm3...
Tratamento: diferente, para variar, ou melhor: um anti-palúdico diferente, já que se mantiveram as vitaminas e o paracetamol.
Repouso: absoluto, para variar - cerca de 60 horas sem pôr um pé fora de casa, primeira saída de uma casa para outra, segunda saída da outra para a casa!
Companhias: todas (como de costume - os livros e as séries) e mais algumas - net, que embora muito lenta, é muito bem-vinda...
Recuperação: muito melhor - sem incidentes, desmaios ou internamentos desnecessários.

Por isso cá estou, mais uma vez vitoriosa e mais uma vez desejosa de que não volte a repetir-se.

E em jeito de informação para todos, e para mim em particular (para ter presentes os riscos e não descuidar), aqui fica o que diz a Wikipedia sobre o assunto:

A malária ou paludismo é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles.
A malária mata 3 milhões de pessoas por ano
[1], uma taxa só comparável à da SIDA/AIDS, e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países: (mata um
milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a
OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.
A designação paludismo surgiu no
século XIX, formada a partir da forma latinizada de
paul, palude, com o sufixo -ismo. Malária é termo de origem italiana que se internacionalizou e que surge em obras em português na mesma altura. Termo médico tradicional era sezonismo, de sezão, este atestado desde o
século XIII.[2] Existem muitas outras designações.

A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão geralmente ocorre em regiões rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas
urbanas
, principalmente em periferias. Em cidades situadas em locais cuja altitude seja superior a 1500 metros, no entanto, o risco de aquisição de malária é pequeno. Os mosquitos têm maior atividade durante o período da noite, do crepúsculo ao amanhecer. Contaminam-se
ao picar os portadores da doença, tornando-se o principal vetor de transmissão desta para outras pessoas. O risco maior de aquisição de malária é no interior das habitações, embora a transmissão também possa ocorrer ao ar livre.
O mosquito da malária só sobrevive em áreas que apresentem médias das temperaturas mínimas superiores a 15°C, e só atinge número suficiente de indivíduos para a transmissão da
doença em regiões onde as temperaturas médias sejam cerca de 20-30°C, e umidade alta. Só os mosquitos fêmeas picam o homem e alimentam-se de sangue. Os machos vivem de seivas de plantas. As larvas se desenvolvem em águas paradas, e a prevalência máxima ocorre durante as estações com chuva abundante.
A malária pode apresentar algumas variações no ciclo da doença, mas em geral pode ser descrita da forma apresentada a seguir: Quando o
protozoário penetra no sangue
humano, aloja-se nas células do
fígado. Depois de um período, passa a usar os glóbulos vermelhos (também denominadas de hemácias) para se reproduzir. As infestações nestes dois tipos de células provocam graves sintomas, tais como: intensas dores abdominais, no corpo e na cabeça, febre, calafrios e vômitos. Em muitos casos, quando a malária não é tratada adequadamente, pode levar a morte.
Os ciclos de febre coincidem com um grande número de explosões de hemácias e a
liberação de protozoários no sangue do hospedeiro.
A malária causada pelo protozoário P.falciparum caracteriza-se inicialmente por sintomas inespecíficos, como dores
de cabeça, fadiga,
febre e náuseas. Estes sintomas podem durar vários dias (seis para P.falciparum, várias semanas para as outras espécies). Mais tarde, caracterizam-se por acessos periódicos de calafrios e febre intensos que coincidem com a destruição maciça de hemácias e com a descarga de substâncias imunogénicas tóxicas na corrente sangüínea ao fim de cada ciclo reprodutivo do parasita. Estas crises paroxísticas, mais frequentes ao cair da tarde, iniciam-se com subida da temperatura até 39-40°C. São seguidas de palidez da pele e tremores violentos durante cerca de 15 minutos a uma hora. Depois cessam os tremores e seguem-se duas a seis horas de febre a 41°C, terminando em vermelhidão da pele e suores abundantes. O doente sente-se perfeitamente bem depois e até à crise seguinte, dois a três dias depois. Se a infecção for de P. falciparum, denominada malária maligna, pode haver sintomas adicionais mais graves como: choque circulatório, síncopes (desmaios), convulsões, delírios e crises vaso-oclusivas. A morte pode ocorrer a cada crise de malária maligna. Pode também ocorrer a chamada malária cerebral: a oclusão de vasos sanguíneos no cérebro pelos eritrócitos infectados causa défices mentais e coma seguidos de morte (ou défice mental irreversível). Danos renais e hepáticos graves ocorrem pelas mesmas razões. As formas causadas pelas outras espécies ("benignas") são geralmente apenas debilitantes, ocorrendo raramente a morte.
Os intervalos entre as crises paroxísticas são diferentes consoante a espécie. Para as espécies de P. falciparum, P. ovale e P. vivax, o ciclo da invasão de hemácias por uma geração, multiplicação interna na célula, lise (rebentamento da hemácia) e invasão pela nova geração de mais hemácias dura 48 horas. Normalmente há acessos de febre violenta e tremores no 1°dia, e passados 48 horas já no 3°dia, etc, sendo classificada de malária ternária. A infecção pelo P. malariae tem ciclos de 72 horas, dando-se no 1°dia, depois no 4°dia, etc, constituindo a malária quaternária. A detecção precoce de malária quaternária é importante porque este
tipo não pode ser devido a P. falciparum, sendo, portanto, menos perigoso.
Sintomas crónicos incluem a
anemia, cansaço, debilitação com redução da capacidade de trabalho e da inteligência funcional, hemorragias e infartos de incidência muito aumentada, como infarto agudo do miocárdio e AVCs (especialmente com P. falciparum).
Se não diagnosticada e tratada, a malária maligna causada pelo P. falciparum pode evoluir rapidamente, resultando em morte. A malária "benigna" das outras espécies resulta em debilitação crónica mas mais raramente em morte.

É uma das doenças mais importantes para a humanidade, devido ao seu impacto e custos, e constitui um fardo extremamente pesado para as populações dos países atingidos, principalmente em África, incomparável aos custos sociais de qualquer doença ocidental. A malária existe potencialmente em todas as regiões onde existem humanos e mosquitos Anopheles em quantidade suficiente, o que inclui todas as regiões tropicais de todos os continentes e muitas regiões subtropicais. Hoje em dia, a África é particularmente atingida, estando poupadas apenas o norte e a África do Sul. Na América existe em toda a região
central (
México e países do istmo) e norte da América do Sul, incluindo mais de metade do território do Brasil (todo o Nordeste e Amazónia) e ainda nas Caraíbas (não existe no Sul
incluindo Sul do Brasil). Na
Ásia está presente em todo o subcontinente indiano, Médio
Oriente
, Irão, Ásia central, Sudeste asiático, Indonésia, Filipinas e sul da China. A malária já existiu mas foi erradicada no século XX da região mediterrânea, incluindo Sul da Europa: Portugal, Espanha, Itália, sul da França e Grécia; e no Sul e Oeste dos EUA. Ao todo, vivem quase 3 bilhões de pessoas em regiões endémicas (ou seja, metade da humanidade) em mais de 100 países.
Há, todos os anos, 300 a 500 milhões de casos da malária, dos quais mais de 90% na África, a maioria com resolução satisfatória, mas resultando em enfraquecimento e perda de dias de trabalho significativos. Ela mata, contudo, cerca de 2 milhões de pessoas em cada ano, cerca de um milhão das quais são crianças com menos de 5 anos. Na Europa e, mais especificamente, em Portugal, os casos são muito menos graves, havendo apenas alguns milhares. A grande
maioria dos casos, e provavelmente a sua totalidade, são importados de pessoas que visitaram países tropicais.

2 comentários:

Lux disse...

eu considero me, "A sobremesa preferida dos mosquitos!" mas tou a começar a acreditar que tu és "O prato favorito deles"....!!

tu tem cuidado gaja!
que eu preciso de ti inteira pa dps arrasar com o Porto qdo voltares....!

moça disse...

Não te preocupes... não vai ficar nada de pé!
Entretanto, vê se partes a louça por mim na Queima...