quarta-feira, 13 de julho de 2016

o mau, o péssimo e o pior

Era um carro em andamento e foi um pontapé de lado. 

Por um segundo foi como se o tempo parasse enquanto uma lágrima se materializava num futebol anime. Nem tiraste o tempo para me olhar antes de me destruir para sempre. Foi só o meu olhar de pânico. um segundo suspenso e a violência da queda: 7 cambalhotas, 21 piruetas aos arrastões pela gravilha e já nem sabia se me restava pele no corpo.

É como se estivesse ainda aos trambolhões pela terra tentando travar com as mãos, com os pés, com os joelhos, os cotovelos, a cabeça.. os braços desesperados por uma mão amiga. Quando me achei tinha o coração fora do corpo regado no teu mijo.

É uma ânsia que sufoca largar o conhecimento de ti (como era bom que estivesses aqui).Eu sou o drama e todas as cores: azul, roxo, negro, verde, vermelho e cinzento. E tu és vermelho e branco e vazio por vezes. E a tua existência escurece a minha, numa mordaça e uma corda de sisal cerrada a entrar na carne. 

Uma anedota. Um dia rio outra vez, quando a piada voltar a ser irresistível. Para lá chegar, só falta o tempo. 

A ti faltará muito mais: o drama, as cores, os aromas. O meu sofá vermelho, a manta de ursa e a cara de parva. Talvez falte até o meu beijo e um cafuné preguiçoso numa tarde de domingo. 

Não lamento agora, já lamentei a vida toda. 

Atiraste-me do manicómio para a cova. Mas tenho 9 vidas e não me vou assim.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

epifania

Pensava que o que me unia à minha avó era a minha vida, o que ela me ensinou, quanto ela me amou e tudo o que fez por mim. Nunca me passou pela cabeça que trouxesse nos genes a mesma queda para mentirosos traidores. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

se um dia eu virar tolinha, just let me be... desde que não reconheça pena ou desdém no vosso olhar, lá no meu mundo devo ser feliz...

quarta-feira, 5 de março de 2014

the big c

Já não é moça nem é angola... tudo é errado neste título.
Também já é tudo distante e as dores reais põem tudo em perspectiva. Nada do que parecia difícil é mais, não passa de uma recordação distante de pseudo problemas e makas sem sentido.

Não sei bem como descrever como é que vemos um ideal cair por terra. É um processo rápido afinal: um dia acorda-se e as coisas não são como lembramos.
Eu tinha um ídolo. Não deixa de o ser mas a vida derruba tudo, e aquilo que achávamos ser uma grande vitória afinal nunca passou de um sonho. Ele nasceu numa época difícil, em contexto difícil. É filho da mulher mais maravilhosa que este mundo já conheceu (e perdeu). Três mulheres viveram para lutar por ele, pelos sonhos dele, as duas irmãs foram mais duas mães, e contra todas as probabilidades, ele sobreviveu a uma doença que devia tê-lo levado e fez-se um homem de sucesso. Sobreviveu no verdadeiro sentido da coisa. Provou ao mundo que podemos sonhar com a vida ideal, a mulher ideal, a família ideal, o emprego ideal, mesmo contra o mundo inteiro, contra todos os preconceitos e maledicências. Mesmo sem a formação convencional, só com a educação da vida. A verdadeira, a que dá luta todos os dias.
E assim num ápice, acaba tudo.
Sempre me foi fácil ultrapassar obstáculos, com a certeza de que tudo fica bem se continuar a respirar. Apenas isto, respirar. Mas, e se nem isso for possível?


Há dois anos perdemos-te.
Não consegui ultrapassar ainda, e ele também não. Sei que não, somos iguais! Achamos que temos tempo infinito para compensar tempo perdido. Achávamos que podíamos recuperar todos os dias de ignorância, todas as ocasiões em que te substituímos por algo mais importante (ou mais urgente). Quando devíamos saber que todo o tempo era pouco para usufruir de ti, para recompensar de alguma forma (se é que existia forma de o fazer) pela vida inteira que nos deste. 
Por isso ele chama por ti agora. Porque nos habituámos a ter-te do nosso lado, a defender-nos de tudo e todos, a tomar sempre o nosso partido, incondicionalmente, mesmo quando não tínhamos razão (por isso é que temos a mania, talvez). E onde quer que estejas, tomara que o ouças, que nos protejas da mesma forma, que nos apoies como sempre e nos abraces quando lá chegar. 
(Um nadica egoísta, não é? Continuamos a pôr-nos em primeiro lugar, até na tua morte!)


Não me conformo com o que vi hoje. Já sabia, mas não SABIA. Um atestado de incapacidade. Não há mais nada a fazer, a não ser ficar confortavelmente (nestes termos, literalmente! "confortavelmente") à espera que o pior aconteça. E nem sei qual é mesmo o pior cenário.

Faz-nos questionar o que andamos todos aqui a fazer. Se calhar  quem sabe mesmo é o Frank. Para quê isto tudo afinal? Para quê tanto trabalho para levar porrada todos os dias.
E esperavam que fosse optimista.

Life gives you lemons, make lemonade, my ass! If life gives you lemons, tell it to fuck off!

terça-feira, 5 de julho de 2011

grrrrrrrrrrrrrr

f*ckin' idiot girly brain!

já paravas com isso... :'(

quinta-feira, 30 de junho de 2011

o eterno dilema do balde e da merda

hoje há luz, mas não há água...